Algumas observações feitas ao pedalar em uma cidade gigante

Após mais de 40 dias sem colocar a bike na rua, decidi sair num lindo domingo de início de inverno. Céu bem azul, temperatura mais para fria (para quem não está aquecido) e poucos carros na rua. Perfeito!

Saí sem ter um destino certo e decidi ir até Moema, sempre agitada por conta dos muitos bares e restaurantes (principalmente os últimos). Pois foi pedalando pelo bairro que me ocorreu a primeira observação, infelizmente nada boa: o serviço de valet dos estabelecimentos é algo criminoso. Os funcionários não respeitam os demais veículos da rua, fazem fila dupla antes de encontrar uma vaga e na maioria das vezes parecem atrapalhados. Some-se a isso a completa falta de respeito por parte dos donos dos veículos a serem estacionados e você facilmente observa o caos instaurado em pleno domingo na hora do almoço. Ouvi muitas buzinas e cantadas de pneu (algumas dos manobristas) nos 800 metros que percorri em Moema. Triste isso.

A boa observação é que a ciclofaixa da cidade de São Paulo, que já havia sido aumentada recentemente (para levar o ciclista até o Parque Villa Lobos, zona Oeste) foi mais uma vez expandida e agora vai até perto do Aeroporto de Congonhas, percorrendo toda a extensão das aveninas Berrini e Jornalista Roberto Marinho (antiga Águas Espraiadas). Devido ao dia frio a ciclofaixa não estava muito cheia, o que particularmente acho bom (para mim é) e pude pedalar mais tranquilo e concentrado em meus pensamentos. Um deles foi o de que devemos aplaudir de pé esta iniciativa. Poder pedalar por diversos bairros da cidade de São Paulo, sem ter que se preocupar com o trânsito é algo que aproxima o morador da própria cidade, pois ao pedalar pode-se prestar atenção em detalhes que raramente se consegue utilizando um veículo a motor. Talvez muitas destas pessoas se convençam de que vale a pena, nem que seja de vez em quando, deixar o carro em casa e sair com a magrela. Os benefícios nem preciso citar!

Particularmente meu pedal foi leve (33km em quase 2 horas), com poucas subidas e sem pressa. Essa pausa de mais de 1 mês se deu para sossegar minha cabeça, depois da pedalada de 80km no dia 01/05/2011. Para evitar fadiga ou até mesmo uma lesão, decidi dar um tempo e me dedicar apenas à academia, onde tenho acompanhamento especializado. Deu resultado, pois pedalei mais tranquilamente, sem perseguir qualquer meta e percebi que a musculação tem me deixado mais forte também para a bike!

É isso aí! Grande abraço!

Ved

Preparação

Antes e depois

Em janeiro deste ano entrei em um processo de reeducação alimentar e aliei a ele exercícios constantes, divididos entre pedaladas cada vez mais longas e musculação levada a sério. Em 5 meses, me tornei outra pessoa, em diversos sentidos além da estética. Pensando em motivar as pessoas, mostrar que é possível interromper o círculo vicioso do aumento de peso e diminuição do apreço pela vida, segue uma foto na qual apareço em 2 momentos: em dezembro de 2010, durante a confraternização de final de ano de minha empresa e neste mês de maio, pouco antes de minha segunda avaliação física na academia.

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Videocast sobre bike. Piloto.


A minha vontade de compartilhar o que aprendo é algo muito natural. Sempre que percebo algo novo logo penso que seria legal passar  o conhecimento adiante. Tenho feito isso com tecnologia já a algum tempo e é muito recebido por quem acessa o conteúdo.

Assim, gravei um videocast falando sobre vestimenta para ciclistas e a importância que ela teve nos meus treinamentos.

Importante ressaltar que não sou profissional, não detenho grandes conhecimentos sobre coisa alguma e qualquer coisa que eu diga é inteiramente baseada na minha experiência pessoal, que voluntariamente estou compartilhando!

Espero que goste.

Um abraço,

Ved

Videocast , , , ,

Meta mais do que cumprida para o primeiro treinamento de resistência (bike)


Sem muito blá blá blá, quero apenas deixar uma nota de que minha meta para o feriado de Páscoa foi mais do que batida: a intenção era fazer 160km nos 4 dias de folga e acabei fazendo 223km. Tive dores musculares a partir do segundo dia, mas nenhuma dor nos joelhos, o que é mais importante. Isso me motivou a marcar um novo desafio: fazer São Paulo – Belo Horizonte e seus 600km de distância. Já tenho quem me faça apoio nos dois últimos dias de viagem. Preciso apenas encontrar quem faça nos dois primeiros.

Para ver os percursos acesse meu perfil Runkepper: http://runkeeper.com/user/vedovelli/activity/

Preparação

Segundo dia treinamento de resistência: 70km


No segundo dia de treinamento – Sexta-feira Santa – saí cedo, porém, não tanto quanto gostaria. O céu estava muito azul e a promessa era de um dia tórrido. Deixei a portaria do prédio as 7h20 tendo feito uma curta série de alongamentos. Eu havia dormido bastante cansado e acordei ainda com dores nos braços, costas e joelhos. Nada forte, apenas desconfortável. Como era de se esperar, o alongamento resolveu a questão e quando finalmente saí para a rua, estava novo!

Como já é praxe, bate a indecisão de ir à esquerda ou à direita ao atingir a Rua Bernardino de Campos. Decidi pela direita e em alguns minutos eu estava atravessando a Avenida Paulista, com a intenção de tomar café da manhã na padaria Bella Paulista, a padaria mais top de São Paulo.

Já alimentado, desci para o Centro de São Paulo, local muito legal de se admirar quando não há um tsunami de povo nos calçadões. Mas ontem eu queria distância e não pequenos passeios pela cidade. Foi então que rumei para a Avenida do Estado, para posteriormente acessar a Marginal Tietê. Pretendia seguir rumo às saídas para as estradas, emendar com a Marginal Pinheiros e então retornar para casa. Pensava em fazer os 40km propostos.

Quando atingi a Marginal, pensei: “- Porque não o Aeroporto de Guarulhos? O sol ainda não tá muito quente, são 8h15 da manhã. Capaz de eu ir e voltar até o meio dia.”. Dito e feito.

Segui a Marginal Tietê sentido Zona Leste, continuei até ela virar Rodovia Ayrton Senna e 1 hora depois eu estava chegando no terminal de passageiros do Aeroporto de Guarulhos, nosso aeroporto internacional. Ao chegar meu cateye marcava 34km. O caminho foi tranquilo, com asfalto limpo e reto quase todo o tempo. Nenhuma situação de perigo.

Após um sachê de CarbUp, uns bons goles d’água e meia hora de descanso, peguei a estrada para o retorno. É impressionante o que a maltodextrina faz! O retorno foi muito mais tranquilo do que a ida e quando finalmente parei no Bar Estadão, para devorar um tradicional saduíche de pernil, eram 11h35 e eu tinha rodado ao todo 66km. Estava cansado, mas longe de estar morto.

O caminho escolhido para o retorno foi a Via Dutra, um pouco perigosa logo após a saída da Av. Hélio Smidt devido a total falta de acostamento, porém, tranquilo no restante do percurso. Asfalto também limpo, em boas condições, sem ondulações nem buracos. Devido ao pouco movimento de veículos os acessos não foram problema, tanto é que eu comecei a pedalar no Aeroporto e só fui colocar o pé no chão na Avenida Santo Dummont, em frente à Pinacoteca do Estado.

Super pedal!

Obviamente que seria impossível durante a semana. A quantidade de carros e motoristas ensandecidos o tornaria muito perigoso. Felizmente há feriados em abundância no Brasil.

Confira alguns trechos no video abaixo.

Ya hey!!!

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Iniciado o treinamento de resistência

Já venho falando no Facebook, que é onde falo demais, que em breve farei uma viagem de 800km, todos percorridos de bicicleta, partindo do centro-oeste da Alemanha e indo até Veneza, passando no trajeto por Áustria, Suíça e chegando à Itália.

A preparação se iniciou em Janeiro deste ano, com idas regulares à academia, um programa de reeducação alimentar e pedaladas leves. Objetivo inicial: ganhar força e perder peso.

Agora que este objetivo está parcialmente cumprido e que tanto um ortopedista quanto um cardiologista foram consultados, me sinto seguro para iniciar meus treinamentos de resistância, que visam percorrer grandes distâncias, porém, sem ritmo forte. Durante a viagem precisarei percorrer os 800km em até 12 dias, o que dá uma média de 65km/dia. É isso que pretendo começar a treinar: manter um ritmo que não me desgaste, pois no dia seguinte precisarei repetir.

Aos poucos adicionarei mais peso à bike, para simular um alforge traseiro com 15kg de bagagem, que é a quanto pretendo limitar minha carga.

Neste feriado de Páscoa decidi fazer 4 dias, 40km/dia. Iniciei hoje com 58km. Foi quase 50% a mais do que o proposto para 1 dia porque decidi visitar minha mãe, que reside em uma cidade vizinha. Amanhã, dependendo da qualidade do meu descanso hoje, tentarei fazer 50km.

Um grande abraço,

Ved

Preparação

Resumo do treinamento no domingo, 17/04/2011

Bem, não foram 65km mas sim 63. Na semana que vem há feriado e então farei meu primeiro teste, pedalando 40km diariamente, por 4 dias seguindos. Veremos!

Resumo: 63.27km rodados, 19.1km/h de média, 3h18m26s pedalando (efetivamente, não tempo fora de casa) e por fim, com esta bike já rodei 2329km. É chão!!!

 

Preparação

Deixando algo para pensar…

No sábado eu tinha duas festas para ir. Os horários nem coincidiam, porém, devido à minha locomoção ser pouco rápida (bike). decidi escolher uma delas e ficar por lá.

Fui pedalando, mesmo debaixo da garoa forte que caia no sábado a noite. Tomei o cuidado de preparar uma mochila com roupas adequadas à festa, vesti minha capa de chuva amarela (presente de minha esposa) e pedalei, feliz e contente, por 14km até o local. Tratava-se da casa da mãe da aniversariante.

Lá chegando, cumprimentei as pessoas, tomando o cuidado de não abraçar (pois estava molhado da chuva mas felizmente nada suado) e me dirigi ao banheiro para me trocar.

Meu amigo Fabrício é muito caprichoso e a festa foi divinamente organizada, contando inclusive com equipamento de som profissional, no qual ele fazia o papel de DJ. Com seu gosto musical muito condizente com o dos convidados, logo boa parte dos amigos estava dançando como se fossem adolescentes recém caídos na noite!

E eu era um deles. Eu simplesmente não conseguia ficar parado, parte por causa da sequência de músicas que gosto, parte por causa da endorfina liberada em um sábado dedicado a exercícios físicos, tanto na academia quanto no trajeto feito de bike. E assim foi por umas duas horas. Além do prazer de dançar clássicos que geralmente apenas ouço, eu me sentia extremamente bem, sem qualquer motivo especial, além do reencontro com amigos queridos.

Foi então que decidi beber uma boa e reforçada dose de vodka, coisa que fiz sem dificuldade, pois a festa estava muito bem servida, principalmente em bebidas diversas. Aí foi que aconteceu algo estranho: meu pique para dançar, até mesmo minha vontade, desapareceram quase que completamente. Eu simplesmente mudei e me mudei também: troquei a pista de dança pelo balcão do bar, de onde raramente saí, a não ser para ir ao banheiro ou a sala, para comer algo e tomar água (não perdi a noção a ponto de não me hidratar).

Bem, como era de se esperar, arrumei uma casa para dormir, pois não sou mais corajoso a ponto de encher a cara e tentar voltar para casa sozinho, principalmente de bike.

O que deixou algo para pensar foi: eu estava muito feliz até começar a beber e até hoje em minha vida sempre o contrário: eu chegada nas festas um pouco retraído e assim ficava, até me acostumar com a energia do ambiente ou tomar alguma coisa para entrar no clima. Eu sempre peguei o atalho da bebida. Desta vez, aconteceu o oposto e eu achei além de interessante, inspirador.

Um grande abraço,

Ved

Pensamentos

Ida e volta à Santo André

Das proximidades da Avenida Paulista até Santo André, ida e volta.

Ida

Volta

Preparação

Pedalada 19/02/2011

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